Vira-lata ou rafeiro é a denominação dada aos cães ou gatos Sem Raça Definida, SRD, como são geralmente referenciados em textos veterinários.
O termo vira-lata foi dado a animais abandonados por serem comumente vistos andando famintos pelas ruas revirando latas de resíduos à procura de algum alimento. Cães e gatos considerados sem raça definida são mestiços, descendentes de diferentes raças. Os SRDs, por outro lado, são todos os cães e gatos que não têm origem definida e nem pedigree, que é um certificado emitido por entidades oficiais atestando a ascendência do animal.
Para obter um pedigree, o animal deve ter pais com o mesmo certificado. Entidades certificadoras exigem verificação de ninhada e mais recentemente a aplicação de microchip. O animal pode ter a aparência de um cão de raça, mas só o certificado atesta.
Com o avanço dos exames de DNA há possibilidade de se definir se um cão é de uma determinada raça ou não, mas são exames ainda caros. Se houver qualquer mistura de raça, incluindo a cruza de dois animais de raça ou um de raça e um vira-lata, esse animal já será considerado SRD.
Um aspecto interessante do vira-lata é a sua variedade. Encontram-se SRDs de todas as cores e tipos, de todos os temperamentos. Ainda existem algumas características, como o fato de serem muito inteligentes e afetuosos, variando de acordo com as características herdadas. Em geral, o SRD resgatado das ruas tem temperamento mais dócil, companheiro e vigilante que os outros cães.
Mesmo um cão SRD pode gerar negócio em uma pet shop. Quem entra para adotar um cãozinho acaba consumindo os produtos necessários para mantê-lo e provavelmente se tornará um cliente. Pense nisso!
O Clube dos Vira-Latas é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que mantém em seu abrigo mais de 400 animais cuidados e alimentados diariamente.
Boa parte desses animais chegou ao Clube após atropelamentos, acidentes, maus-tratos e abandono.
O objetivo da organização é resgatá-los das ruas, tratá-los e conseguir um lar responsável para que possam ter uma vida feliz.
O que fazer por um SRD?